70% das vendas de caminhões foram via Finame, aponta ANEF

A ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) acaba de divulgar o boletim de março. Do volume total de vendas de veículos e comerciais leves, 52% foi por meio de financiamento, 39% à vista, 7% consórcio e 2% por leasing. O Finame representou 70% do total de vendas de caminhões e ônibus, enquanto 14% foi à vista, 13% por financiamento, 2% consórcio e 1% por leasing. 32% das motocicletas foram financiadas, 33% pagas à vista e 35% por consórcio.

A soma dos saldos das carteiras de veículos totalizou R$ 205,4 bilhões, o que representa queda de 1,2% no mês e de 7,3% em doze meses. O saldo de financiamentos CDC somaram R$ 197,7 bilhões, uma retração de 1,2% em relação a fevereiro e de 5,6% em doze meses.

A carteira de Pessoa Física teve saldo de R$ 179,6 bilhões, queda de 1,2% no mês e de 5,4% em um ano. Já a carteira de Pessoa Jurídica fechou o saldo em R$ 18,1 bilhões, queda de 1,2% no mês e de 7,4% em doze meses. O saldo total da carteira de Leasing também sofreu, com R$ 7,7 bilhões, o que indica uma retração de 1,3% no mês e de 35,8% em doze meses.

A entidade espera que o saldo de financiamentos tenha uma queda de 8,8% neste ano e os recursos liberados retraiam em até 9,2%. O saldo do crédito para aquisição de veículos pelas Pessoas Físicas e Jurídicas corresponde a 4% do PIB contra 4,5% no mesmo período do ano anterior, um decréscimo de 0,5%, passando a representar 6,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 13% do total das operações de crédito, os chamados recursos livres.

Análise e perspectivas

“A atual conjuntura econômica é negativa e impactou fortemente a venda de veículos. O reconhecimento agora generalizado da crise pode ter gerado uma reação exacerbada por parte dos agentes econômicos, o que culminou numa crise de confiança significativa, que impactou consumo e investimentos”, analisou Décio Carbonari, presidente da ANEF

“As correções necessárias para resgatar a confiança começam a ser tomadas pelo governo e abriu-se a perspectiva de aumento nos investimentos em infraestrutura, que deverão impactar de forma positiva principalmente o setor de veículos pesados”, avalia o executivo.

Taxas de Juros

As taxas de juros dos bancos das montadoras são habitualmente mais atrativas ao consumidor. Em março a média foi de 1,52% ao mês e 19,84% ao ano. A taxa Selic ficou em 1% a.m. e 12,75% a.a. Já os bancos de varejo ofereceram taxas para CDC de 1,86% a.m. e 24,7% a.a. para Pessoa Física e 1,59% a.m. e 20,9% a.a. para Pessoa Jurídica.

Planos e Prazos

Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores foram mantidos em 60 meses. O prazo médio das concessões indica o prazo a decorrer desde a contratação até o vencimento da última prestação, que em março de 2015 se manteve em 41,4 meses. No mesmo período de 2014 foram 41,5 meses.

Inadimplência

A inadimplência do total da carteira de CDC se manteve estável em 3,9%, e teve queda de 1,1 ponto percentual em doze meses. Para Pessoa Jurídica o quadro também é estável: inadimplência em 4,2% no mês e queda de apenas 0,1% em doze meses.