
Olá, irmãos e irmãs da estrada!
Tem novidade na estrada, e é bom ficar de olho.
A ANTT autorizou, em setembro, projetos-piloto para testar o controle de velocidade média em trechos de rodovias federais concedidas.
E aqui vem a informação mais importante: nesta fase de testes, o caminhoneiro não será multado apenas com base na velocidade média registrada pelo sistema.
Como funciona o radar de velocidade média?
O radar de velocidade média é diferente daquele que mede a velocidade em um único ponto.
No controle de velocidade média, o veículo passa por dois pontos de monitoramento. O sistema calcula quanto tempo o caminhão levou para percorrer aquele trecho.
Com a distância e o tempo, é calculada a velocidade média.
Por exemplo: se um trecho tem determinada distância e o caminhão percorre aquela distância em tempo muito menor do que seria esperado para o limite estabelecido, o sistema consegue identificar a velocidade média.
Onde está sendo testado?
Um dos trechos autorizados fica na BR-101/SC, entre os quilômetros 312 e 315, sob concessão da ViaCosteira.
Nesse trecho, o experimento está previsto para durar 180 dias depois da implantação efetiva e do início do monitoramento.
A sinalização deverá informar os motoristas sobre o teste.
Então, já tem multa?
Não, com base exclusivamente na velocidade média registrada nesse projeto-piloto.
A ANTT deixou claro que, nesta etapa, os testes servem para avaliar a tecnologia, a qualidade dos dados, o comportamento dos motoristas e o funcionamento do sistema.
Isso é importante porque muita gente pode ouvir falar em “radar de velocidade média” e achar que já está recebendo multa automaticamente.
Não é o que está acontecendo nessa fase experimental.
E para quem dirige caminhão?
A lógica é simples: o motorista precisa respeitar o limite de velocidade durante toda a viagem.
A grande diferença é que o novo sistema olha para o comportamento do veículo ao longo de um trecho.
Para quem está acostumado a reduzir a velocidade somente próximo de um radar fixo, a tecnologia muda completamente essa lógica.
O que acontece daqui para frente?
A ANTT ainda precisa avaliar os resultados dos testes.
Ou seja, ainda não dá para dizer que o sistema será utilizado da mesma forma em todas as rodovias brasileiras.
O que já dá para afirmar é que a tecnologia começou a ser testada em situações reais.
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Informação para quem vive na estrada!








