O número de ocorrências envolvendo caminhões que transportam produtos da indústria de cloro-álcalis diminuiu 54% no período de 10 anos, informou a Associação Brasileira das Indústrias de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) no encontro realizado na última terça-feira (11) pela Comissão de Manuseio e Transporte, em parceria com a Ecovias. Em 2018, a entidade contabilizou o índice de 0,28 acidentes a cada 10 mil viagens, contra os 0,61 registrados no ano de 2008.

“Esse índice demonstra que o setor vem trabalhando fortemente na prevenção de acidentes, seja no treinamento, capacitação e conscientização dos motoristas, bem como no investimento em tecnologia através de rotogramas falados e sistema de rastreamento eficiente”, afirma Nelson Felipe, diretor-assistente da Abiclor.

“A segurança preventiva é essencial no transporte dos produtos do segmento cloro-álcalis”, afirma o executivo. A indústria, cada vez mais, vem aprimorando seus processos de gestão desde o transporte até a entrega no destinatário, com o objetivo de minimizar riscos. Segundo a entidade, a busca pelo indicador zero é a meta de todos os responsáveis envolvidos na produção, distribuição, transporte e usuários de seus produtos.

A Abiclor destaca o investimento das indústrias do setor químico em conscientização e treinamento de colaboradores, além da busca por meios e procedimentos seguros para o transporte. Exemplo disso foi o Exercício Simulado, realizado na quarta-feira (12): uma simulação de acidente foi atendida pelas equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), agentes da indústria e profissionais das transportadoras. Houve treinamento de primeiros-socorros e descontaminação de vítimas, além do processo de transbordo e destombamento de um caminhão-tanque.

Para reduzir o número de acidentes com produtos químicos, a regulamentação brasileira sobre o transporte de produtos perigosos em rodovias é baseada nas recomendações do Comitê de Peritos em Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas. Agentes da indústria contribuem com os órgãos públicos para aprimorar e adaptar essas recomendações à realidade nacional.