Caminhoneiros deixam Régis Bittencourt com chegada do Exército

Caminhoneiros que permanecem no local observam o movimento dos homens do Exército

O Exército iniciou, na manhã desta quarta-feira (30), operação para retirar caminhoneiros da rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu das Artes (SP), principal ponto de resistência do movimento de paralisação iniciado na semana passada. As tropas chegaram ao local por volta das 9h30.

Em seguida, caminhoneiros, voluntariamente, começaram a desmobilizar o protesto. O acostamento está praticamente liberado. Um grupo de no máximo 50 pessoas continua reunido no posto de gasolina que servia de base para os caminhoneiros. Aos poucos, a estrutura de lona e alimentação é desmontada no local.

Alguns afirmam que o Exército não veio só pra garantir que saísse quem quisesse: a orientação teria sido limpar toda a via. Os caminhões que continuam no acostamento estão, no geral, danificados, com pneus murchos ou bateria descarregada. Há também veículos de motoristas que não foram localizados.

Mais cedo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no ponto, onde os motoristas estavam concentrados desde a semana passada, e informou para as lideranças que era o momento de deixar o local pacificamente porque o Exército viria mais tarde para fazer a liberação completa da rodovia. Um helicóptero do Exército também sobrevoou o local.

Na terça-feira, o governador de São Paulo, Márcio França, havia afirmado que os líderes dos caminhoneiros diziam não ter como garantir a liberação da estrada, mesmo que todos os pleitos da categoria fossem atendidos. No mesmo dia, a PRF fez escolta de caminhoneiros para sair do ponto de protesto e impedir que os grevistas impedissem essa saída.

O Exército pretende montar um corredor para garantir a segurança dos caminhoneiros em todo trecho da rodovia entre São Paulo e Curitiba. Segundo os oficiais, o Exército estava em negociação com a PRF, mas ainda não tinha atuado nas estradas pois a prioridade era a escolta no restabelecimento de serviços básicos.

Os caminhoneiros que permanecem no local observam o movimento dos homens do Exército. Muitos se dizem tristes “pela forma como tudo acabou”. A operação, chamada Corredores Livres, também acontece em outra via Federal, a Dutra.

Com informações de O Globo