CNT: alta do preço de combustíveis pressiona custo operacional dos transportadores

Segundo levantamento da CNT, os combustíveis subiram, em média, 8,8% no ano passado

A inflação do grupo de Transporte, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), encerrou o ano de 2017 com alta de 4,1%, percentual que é superior ao da média nacional, calculada em 2,95% (menor patamar desde 1998). O resultado reflete, principalmente, a alta no valor dos insumos, em especial no dos combustíveis.

Segundo o levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), os combustíveis subiram, em média, 8,8% no ano passado. O diesel teve elevação de 8,35%; a gasolina aumentou 10,3%.

Uma possível explicação para isso é a nova política de preços da Petrobras, que prevê reajuste diário dos valores das refinarias para as distribuidoras, acompanhando taxas de câmbio e cotações do petróleo no mercado internacional. Além disso, houve majoração, em julho, da alíquota do PIS/Cofins dos combustíveis. No diesel, o aumento foi de R$ 0,21 por litro; na gasolina, R$ 0,41 por litro.

Aquisição de veículos

A desaceleração intensa da inflação e o corte da taxa básica de juros da economia (a Selic), que fechou 2017 em 7% ao ano, tiveram impactos positivos no crédito livre para aquisição de veículos.

Segundo o boletim da CNT, os indicadores divulgados pelo Banco Central mostram que, concomitantemente ao aumento do saldo total de crédito, houve queda da taxa média de juros, aumento do prazo médio para pagamento dos empréstimos e também diminuição do percentual de empréstimos atrasados entre 15 e 90 dias e de inadimplentes.

Diante do cenário favorável, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, anunciou, em janeiro, que passará a financiar até 100% do valor de caminhões e ônibus pela linha BNDES Finame para MPMEs (micro, pequenas e médias empresas). Antes, a participação do banco se limitava a 80% do total. A medida é um incentivo para que o setor transportador volte a investir na renovação e ampliação da frota.

Com informações da CNT