
Olá, irmãos e irmãs da estrada!
O diesel voltou a subir forte nas últimas semanas e, mais uma vez, boa parte da explicação não está em nada que aconteceu aqui no Brasil.
Está a milhares de quilômetros de distância, no Oriente Médio, onde o conflito envolvendo o Irã voltou a se intensificar.
Entenda por que uma guerra em outro continente consegue pesar diretamente no valor que você paga no bico da bomba e no frete que você cobra.
O que está acontecendo agora
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel S-10 nos postos brasileiros chegou a R$ 7,35 por litro na primeira semana de outubro, o maior valor desde o fim de abril. Em um mês, a alta foi de 7%, o equivalente a R$ 0,47 por litro.
O movimento se intensificou com a retomada do conflito no Irã, que voltou a pressionar o mercado internacional de combustíveis. A refinaria Acelen, que abastece boa parte do Nordeste, já promoveu dois reajustes seguidos, um em setembro e outro no início de outubro, de cerca de R$ 0,50 por litro cada.
Olhando para os últimos 12 meses, o diesel S-10 já acumula alta de mais de 15% no Brasil, segundo levantamento da ANP.
Por que uma guerra tão distante afeta o seu diesel
O Brasil não produz todo o diesel que consome. Cerca de 30% do combustível usado no país é importado, e é justamente essa fatia que mais sente o solavanco quando o mercado internacional fica instável.
Quando um conflito ameaça rotas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia relevante da produção mundial, o preço do barril reage quase imediatamente. E o preço internacional do diesel reage junto, às vezes com ainda mais força do que o petróleo bruto.
É exatamente isso que está acontecendo agora: o mercado internacional também enfrenta um gargalo extra nas refinarias, e não apenas no petróleo em si, o que tem empurrado o preço do diesel para cima de forma ainda mais intensa.
O que isso significa para quem roda na estrada
Diesel mais caro pressiona direto o custo da viagem e, segundo as regras vigentes, também deveria pressionar o valor do frete, já que a tabela de preço mínimo é reajustada conforme o custo do combustível varia.
De fato, no fim de setembro a tabela de frete já foi atualizada para refletir parte dessa alta. Mas o reajuste da tabela sempre corre atrás do aumento no posto e, na prática, leva um tempo até que o valor negociado alcance o custo real de rodar com diesel mais caro.
Por isso, vale redobrar a atenção na hora de fechar frete nas próximas semanas: conferir se o valor cobrado já reflete o preço atual do diesel na sua região, e não um valor desatualizado de semanas atrás.
O que fica no radar
Conflitos internacionais como esse costumam ter dois caminhos possíveis: se resolvem em semanas, e o preço tende a ceder, ou se arrastam por meses, mantendo a pressão sobre o mercado de combustível por mais tempo.
O governo federal já reagiu a episódios parecidos neste ano com medidas temporárias, como zerar impostos federais sobre o diesel ou criar subsídios para conter o repasse aos postos. Esse tipo de resposta pode voltar a aparecer, dependendo de como a situação evoluir, mas costuma amenizar, não eliminar, o impacto.
Por isso, o mais seguro é acompanhar o noticiário sobre o conflito e sobre o preço do diesel nas próximas semanas, e ajustar o planejamento de viagens e negociação de frete conforme a situação muda.
Continue acompanhando o Brasil Caminhoneiro
Obrigado por estar conosco em mais um conteúdo do Brasil Caminhoneiro.
Continue acompanhando o site para saber mais sobre frete, mercado e tudo o que faz parte da rotina de quem vive da estrada.
Siga também nossas redes sociais e acompanhe nosso programa na Rádio Capital, de segunda a sexta-feira, às 5h, e nos finais de semana na TV Record, sábado às 7h, e Record News, domingo às 7h.
Boa viagem e fique de olho no preço do diesel.









