Estudo indica agronegócio elevando vendas de caminhões para 125 mil unidades/ano até 2020

A venda de caminhões pesados deve encerrar 2015 na casa das 19 mil unidades, patamar semelhante ao de 2006, mas iniciar uma retomada impulsionada pela inevitável expansão do setor agrícola e atingir um volume anual de 125 mil unidades ao final da década. Esta é a avaliação de estudo divulgado pela MA8 Management Consulting, grupo de consultores especializados na indústria automobilística para carros, equipamentos agrícolas, mineração e máquinas de construção.

De acordo com Orlando Merluzzi, executivo chefe e CEO da MA8, ao longo dos últimos 14 anos as safras agrícolas refletiram diretamente nas vendas do segmento de caminhões pesados e isso não foi coincidência. Nos próximos anos o cenário deve se repetir, porém com um crescimento mais regular. “O mundo demanda commodities agrícolas e a tecnologia permite que o Brasil produza mais por hectare a cada nova safra, que pode bater os 230 milhões de toneladas no final desta década”, explica o executivo. “Para ajudar o produtor rural, o câmbio deve permanecer favorável ao agronegócio apesar dos aumentos de juros e custos nos insumos. A logística para escoamento da safra continuará por muitos anos dependente do transporte rodoviário e dos caminhões pesados”, diz Merluzzi.

Orlando Merluzzi, executivo chefe e CEO da MA8

O novo estudo confirma as previsões anteriormente divulgadas pela consultoria para o segmento de caminhões pesados, que devem encerrar esta década com menor participação na indústria do que no início do decênio, mas em compensação pode apresentar os maiores índices de crescimento no setor, nos próximos cinco anos.

“No segmento de pesados voltamos aos níveis de vendas de 2006, quando o mundo começava a crescer puxado pela China. Foi a partir daquele momento que o setor automotivo brasileiro deslanchou e a China deve voltar a crescer em 2017”, reforça o consultor. O segmento de pesados deve encerrar este ano representando apenas 22% da indústria total de caminhões.

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr; Divulgação/MA8