Exportação brasileira é afetada por problemas no transporte

O governador Geraldo Alckmin entrega obras de recapeamento da SP-333 e descerramento de placa do Centro de Múltiplo Uso na cidade de Júlio Mesquita.Data: 10/022015. Local: Júlio de Mesquita/SP. Foto: Diogo Moreira/A2 FOTOGRAFIA

A precariedade das vias brasileiras atrapalham o potencial de exportação do Brasil com 9 de seus 11 parceiros comerciais na América do Sul.

As péssimas condições de infraestrutura das rodovias, ferrovias e hidrovias nacionais são responsáveis por um déficit de cerca de US$ 1,5 bilhão por ano na exportação de produtos manufaturados como carros, têxteis e alimentos, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O relatório levou em consideração a distância em relação a cada país sul-americano, o volume de produtos escoados por cada modal de transporte e o tamanho de seus mercados.

Os dados mostram que as exportações para a Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil na região, têm hoje desempenho 7% inferior à sua real capacidade por conta das rotas deterioradas de acesso entre os dois países.

No Peru e na Colômbia, essa frustração é de 5% do potencial pleno. A lista segue com Venezuela (4%), Chile (3%), Suriname (2%), Guiana, Paraguai e Uruguai, esses três últimos com restrição de 1% em seus desembarques potenciais. Apenas Bolívia e Equador não apresentaram alterações.

O estudo também se baseou em entrevistas com grandes empresas exportadoras para a região e, apontou que, depois de barreiras tarifárias e burocracia alfandegária, as limitações de transporte são apontadas como maior obstáculo para aumentar os números das exportações.

Durante o ano passado, as exportações do Brasil para a América do Sul movimentaram US$ 31,1 bilhões.

Escoamento

Principal parceira comercial do país no continente, a Argentina é responsável por 40% das exportações brasileiras.

Desse total, a maior parte (48%) é transportada por rodovias. Na sequência está o transporte marítimo, com 45% do total, transporte fluvial (4%), transporte aéreo (2%) e, por fim, ferroviário, com apenas 1% .

Considerando as exportações para os 11 países, o mar é o destino usado por 53% das cargas escoadas, seguido por rodovias (39%) e transporte aéreo (5%). Os demais 3% se dividem entre ferrovias e rios.