Grupo investiga esquema de falsificação de exame toxicológico

Gaeco investiga esquema de falsificação de resultados de exame toxicológico em Santa Catarina

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na terça-feira (22) a Operação Falso Negativo, que investiga um esquema de falsificação de resultados de exame toxicológico obrigatório para renovar a carteira de habilitação de caminhoneiros e motoristas de ônibus.

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A Justiça expediu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão, sendo dois deles na casa dos investigados e um em um laboratório de análises. O Gaeco ainda não informou o balanço do cumprimento dos mandados, nem o local em que foram cumpridos.

Conforme a investigação, uma auxiliar de laboratório é suspeita de vender a caminhoneiros e motoristas de ônibus exames toxicológicos com resultado negativo. Para isso, cobrava cerca de R$ 1,2 mil. A média praticada no mercado é de R$ 250 a R$ 300.

A investigação ainda apontou que o laboratório coletava material de pessoas que não estavam usando drogas e enviava para exames laboratoriais em São Paulo. A investigação começou em janeiro deste ano, na 10ª Promotoria de Justiça de Criciúma.

Obrigatoriedade

Desde 2016, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Santa Catarina passou a cumprir a determinação nacional do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que obriga a realização de exame toxicológico na renovação e retirada de carteiras de habilitação C, D e E.

No exame são detectadas as presenças de maconha, cocaína, anfetaminas, metanfetaminas, ecstasy, opiáceos, codeína, femproporex, mazindol, oxicodona e anfepramona. O exame toxicológico não detecta consumo de energéticos, antidepressivos, álcool, anabolizantes, calmantes e similares.

Com informações do G1

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