Como lidar com o freio após troca de pastilhas, lonas, discos e tambores?

A troca de pastilhas, lonas, discos e tambores podem mudar a eficiência do sistema de freios. Saiba o que fazer nesses momentos.

Sistema de freio precisa de tempo para assentar após troca de peças.

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Fundamental para garantir a segurança dos ocupantes do veículo, o sistema de freios merece atenção especial na hora da reparação. Uma falha pode ocasionar graves acidentes.

Muitos motoristas reclamam que o sistema de frenagem perde eficiência logo após a substituição de pastilhas, discos, lonas e tambores. Por isso, é muito importante que o reparador oriente o cliente a utilizar o sistema de freio com moderação por pelo menos 500 quilômetros.

A falta de eficácia logo após a troca dos componentes é motivada pela fase de assentamento entre o material de atrito, discos e tambores.

Outro fator que pode trazer ineficiência à frenagem é a aplicação de pastilhas novas em discos de freios já desgastados. Segundo Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata, os sulcos dos discos dificultam o assentamento das peças. “É essencial não só trocar discos e pastilhas, mas fazer um check-up completo no sistema, verificando freio traseiro e também a parte hidráulica”, enfatiza.

Desgastar os cantos da pastilha nova, prática que, às vezes, se observa no mercado, para facilitar o assentamento no usado disco também não é recomendável, pois diminui a área de atrito da pastilha com o disco, reduzindo, assim, a eficiência.

A redução da eficiência provoca, muitas vezes, superaquecimento do sistema de freio, danificando não só o disco que acaba ficando azulado, mas também as pastilhas que ficam com a face queimada.

Para evitar problemas, a recomendação é fazer o diagnóstico completo do sistema de freio, substituindo as peças necessárias.

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