Guia para sustentabilidade em logística apresenta medidas para eficiência

Em parceria com outras seis empresas, 22 medidas foram desenvolvidas em guia que visa reduzir o consumo de energia e poluentes na atmosfera

Com o apoio do Laboratório de Transporte de Carga (LTC) da COPPE/UFRJ, a Natura e outras seis empresas parceiras apresentaram o Guia de Referências em Sustentabilidade: Boas práticas para o Transporte de Cargas. O documento faz parte do Programa de Logística Verde Brasil (PLVB), que tem o objetivo de desenvolver e consolidar novas práticas para o transporte de cargas.

O documento é estruturado com 22 medidas. O foco é reduzir consumo de energia e intensidade das emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes mantendo o mesmo nível de eficiência. Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura, explica que a empresa já implantou onze propostas. “Outras seis já fazem parte de projetos piloto para sua completa implementação e duas não se aplicam ao nosso modelo de negócios”, afirma. “Isso quer dizer que falta pouco para aderirmos plenamente ao plano e sermos ainda mais eficientes e sustentáveis”, comemora Keyvan.

Para o coordenador do centro de transportes do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), Roberto Vámos, o PLVC é um grande passo para balizar ações públicas e empresariais e assim alcançar as metas contidas no tratado de Paris. O acordo, firmado em 2015, definiu medidas de redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020.

Boas Práticas

Dentre as medidas adotadas no plano estão ações como implantação de centros de consolidação de carga em áreas urbanas. Também estão utilização de equipamento auxiliar de geração de energia para redução de consumo de combustível fóssil e redução da velocidade de deslocamento e otimização de rotas. Combinadas, essas iniciativas devem proporcionar uma significativa redução de custos, além dos almejados benefícios ambientais.

Para Macedo, o grande desafio é obter mais ganhos com menos tempo de entrega e mais eficiência no transporte. O gerente ainda complementa que a adesão ao plano é positivo para qualquer uma que tenha interesse na redução de efeitos ambientais negativos.

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