Indústria de implementos rodoviários amarga queda de 43,6% no ano

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Em linha com a forte queda nas vendas de caminhões, o mercado de implementos rodoviários em 2015 já está 43,57% abaixo de 2014, segundo dados da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários). No período de janeiro a novembro, as implementadoras entregaram 81.766 unidades, ante 144.902 em igual período de 2014.

“Infelizmente a previsão de queda de aproximadamente 45% deverá ser cumprida”, lamenta Alcides Braga, presidente da Anfir.

No segmento de reboques e semirreboques, a retração foi de 47,09% com emplacamento de 27.219 unidades contra 51.445 em igual período do ano passado. No setor de carroceria sobre chassis a queda acumulada é de 41,63%, com vendas este ano de 54.547 unidades ante 93.457 de janeiro a novembro de 2014.

Respiro

A expectativa de uma forte retração no setor, porém, pode ganhar um freio. Durante a Fenatran 2015 a indústria de implementos rodoviários registrou aproximadamente 5.700 oportunidades de negócios, conceito da Anfir que reúne vendas e pedidos firmes de aquisições.

“Se essas vendas forem concluídas ainda em 2015, elas poderão reduzir o impacto da queda. Mas pela natureza da comercialização de implementos rodoviários é provável que a maioria desses negócios entre somente nas estatísticas de 2016”, diz Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir.

Mercado em 2016

Para o presidente da Anfir é preciso que seja traçado logo o cenário de financiamento para o setor em 2016. Segundo ele, a indústria poderia se recuperar com o Finame/TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), em que o BNDES empresta os recursos cobrando spread (que historicamente fica próximo a 1% ao ano), além da taxa de intermediação dos agentes financeiros, que pode ser de até 4% ao ano. “Dessa forma a taxa anualizada ficaria ao redor de 12% ao ano”, afirma Braga.

O presidente da Anfir explica que a maior parte dos recursos do Finame calculado pela TJLP tem origem no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). “Isso significa que a verba já existe e, na prática, não representaria subsídios por parte do governo”, completa. Para Braga, se o BNDES financiar entre 80% e 90% do bem para pequenas e médias empresas, e entre 70% e 80% para as grandes, os negócios deverão voltar gradativamente à normalidade.