Mais de 60% da malha rodoviária no Espírito Santo apresenta algum tipo de deficiência

Aumento do custo operacional das rodovias do Espírito Santo chega a 37,7%

Mais de 60% da malha rodoviária no Espírito Santo apresenta algum tipo de deficiência (Foto: Divulgação)

O acréscimo do custo operacional das rodovias do Espírito Santo devido às condições do pavimento chega a 37,7% no transporte rodoviário. O valor consta na 21ª Pesquisa CNT de Rodovias e está acima da média nacional, que é de 27%.

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No total, 67,7% (1.181 km) da extensão avaliada no Estado apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Já 32,3% (564 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da CNT percorreu 1.745 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada, estima-se que é necessário R$ 1,17 bilhão. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 140,14 milhões.

Pavimento

No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 60,5% da extensão avaliada no Espírito Santo, enquanto que 39,5% foram considerados ótimo ou bom; 26,1% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.

Sinalização

Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que houve problemas de sinalização em 59,7% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 40,3%, o estado foi ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 12,7% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

Geometria da via

O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 85,2% da extensão pesquisada não teve condições satisfatórias de geometria; 14,8% tiveram classificação ótimo ou bom nesse aspecto. O Estado teve 92,8% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Pontos críticos

A pesquisa identificou ainda um trecho com queda de barreira, um com ponte caída, um com erosão na pista e um com buraco grande.

Investimentos em 13 anos

Entre 2004 e 2016, apenas 42,5% dos recursos autorizados para o Espírito Santo foram desembolsados. Em 2017, até junho, a relação total pago e autorizado foi de 11,7%. No Estado, os principais aportes foram para manutenção de trechos, mas houve desembolsos relevantes em adequação e construção. Os gastos com adequação se concentraram entre 2008 e 2013 e aconteceram majoritariamente na BR-101.

Acidentes

Em 2016, foram registrados 3.230 acidentes, com custo estimado em R$ 393,97 milhões.

Com informações da CNT