O Ministério da Saúde lança o Programa de Mamografia Móvel, em outubro deste ano, um serviço de mamografia móvel que contribuirá para ampliar cada vez mais o número de mulheres, na faixa etária prioritária, que se submetem ao exame de mamografia e que vivem, preferencialmente em áreas mais remotas e de difícil acesso.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha a oferta do serviço de mamografia móvel vem para ampliar o atendimento e levar o exame preventivo as áreas mais remotas do país. “Queremos fazer com que o aumento de 41% no número de mamografias registrados este ano em comparação com o ano anterior cresça, chegando cada vez mais rápido e mais perto da população, sobretudo às mulheres que vivem nas periferias das grandes cidades e no interior dos estados”, afirmou.
A dinâmica do trabalho prevê que a mulher seja encaminhada ao serviço, preferencialmente, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O gestor local deverá estar preparado para atender as mulheres que apresentarem alterações mamárias, prestando atendimento via Atenção Básica, com encaminhamento aos serviços especializados de diagnóstico e tratamento.
Os exames feitos nas unidades poderão ser entregues no dia do exame ou por agendamento. Dependendo do tipo de unidade móvel, o resultado também poderá ser enviado via satélite para um estabelecimento de saúde de referência para que um médico especialista avalie o exame e apresente o resultado em até 24 horas. A estimativa é que as unidades móveis tenham capacidade de fazer 800 mamografias por mês.
Dados
No primeiro semestre de 2012, o Ministério da Saúde registrou aumento de 41% no número de mamografias realizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), entre as mulheres na faixa prioritária (50 a 69 anos), se comparado ao mesmo período de 2010. Este ano, 2.139.238 exames foram realizados, sendo 1.022.914 na faixa prioritária. Enquanto que em 2010 foram feitas 1.667.272 mamografias, sendo 726.890 na faixa prioritária.
O número de mamografias também cresceu 16% entre 2012 (2.139.238) e 2011 (1.839.411), e 21% na faixa prioritária, 1.022.914 e 846.494, respectivamente. A oferta deste exame faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado.
Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4,5 bilhões para fortalecer o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e de Mama. O Ministério fechou 2011 com investimento de R$ 2,1 bilhões no setor. Já em 2010 este valor foi de R$ 1,9 bilhão.
(EH)
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