Rodovias de SP fazem ação conjunta contra o Aedes aegypti

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou um aviso em que alerta as empresas de transporte rodoviário de cargas e de passageiros sobre a importância de se intensificar medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, para controlar as epidemias de dengue, zika e chikungunya (foto: Portal Brasil)

As 20 concessionárias responsáveis pelas rodovias estaduais paulistas fizeram nesta quarta-feira (9) uma ação para recolher lixo das estradas e eliminar possíveis focos de larvas do mosquito Aedes aegypti.

A ação, que deve percorrer cerca de 6,4 mil quilômetros de vias, é liderada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A entidade ressalta que tal trabalho é feito semanalmente pelas concessionárias, mas o trabalho será intensificado, com a mobilização de funcionários de outras áreas para ampliar o alcance da operação.

Apenas no ano passado, foram coletadas mais de 15 mil toneladas de lixo nas estradas paulistas. Jogar lixo na rodovia implica em uma série de riscos, os resíduos podem entupir tubulações de drenagem, provocar alagamentos e causar acidentes.

“A equipe de conservação da CCR Autoban é responsável pela limpeza de toda a rodovia. Então diariamente, cerca de 400 pessoas percorrem a rodovia fazendo a coleta de qualquer tipo de lixo que é deixado na rodovia e nas suas adjacências. Mensalmente essas equipes recolhem 130 toneladas de lixo e resíduos das margens da rodovia”, relatou Vinicius Antoniolli, coordenador de tráfego da CCR Autoban, empresa responsável pelas rodovias Anhanguera e dos Bandeirantes.

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Além disso, as chances desses materiais descartados nas estradas se transformarem em um berçário do Aedes é muito grande. Garrafas e latas, pneus, sacolas plásticas, móveis e objetos domésticos podem abrigar o ovo do mosquito, que podem sobreviver por mais de um ano a espera de um ambiente propício para eclodir.

Inclusive, o lixo jogado na beira da estrada é um risco não só no período de chuvas, como conta Antoniolli. “Nesse período de chuvas, até o fim de março, esse lixo pode acumular água e gerar focos do mosquito. Mas também na época seca esse lixo pode provocar fogo na rodovia, que também é um risco para os usuários, pois pode provocar fumaça e acidentes podem consequentemente acontecer por conta de objetos que pegam fogo e até mesmo bitucas de cigarro. Peço a conscientização de todos.”

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