Top 10: As melhores estradas do Brasil

por Mauro Cassane,
editor-chefe do Portal Brasil Caminhoneiro

O que faz uma estrada ser boa? Segundo a última Pesquisa CNT de Rodovias (realizada no final do ano passado pela Confederação Nacional do Transporte), há três fatores que podem apontar quais são as qualidades fundamentais de uma rodovia: Pavimento, Sinalização e Geometria da Via.

No item Pavimento, analisou-se a capacidade do asfalto em suportar peso, bem como suas condições gerais de conservação e grau de desgaste que aplica aos pneus. A Sinalização se divide em dois grupos: horizontal (composta pelas faixas pintadas no centro e laterais do solo) e vertical (que são as placas de limite de velocidade e informativas). Por fim, a Geometria da Via envolve elementos que influem diretamente na segurança dos motoristas, ou seja, as características espaciais da pista, como quantidade e largura de faixas, acostamentos e curvas.

Por meio destes critérios, o estudo cobriu 95.000 quilômetros de vias estaduais e federais, e após a análise dos dados elas foram classificadas com avaliações como Péssimo, Ruim, Regular, Bom e Ótimo. Com base nestes quesitos, saiba agora quais são as 10 melhores estradas e trechos rodoviários do Brasil (todas localizadas no Estado de São Paulo e com classificação de nível Ótimo).


1 – SP-310/BR-364 e SP-348
São Paulo (SP) a Limeira (SP)

Esta rota une duas estradas paulistas administradas por concessionárias e um trecho da federal BR-364. As rodovias dos Bandeirantes e Washington Luís são consideradas as mais bem conservadas do País, e possuem grande importância comercial: junto com o Rodoanel Mário Covas e a Rodovia Anchieta, atuam como elos entre dois dos maiores polos de importação e exportação do País: o Aeroporto Internacional de Viracopos e o Porto de Santos. Outros pontos fortes são os diversos postos de serviços ao longo do trecho, e todo o sistema atendimento e socorro ao usuário.


2 – SP-255 e SP-280/BR-374
São Paulo (SP), Itaí (SP) e Espírito Santo do Turvo (SP)

Unindo as estradas paulistas Castelo Branco e João Mellão à federal BR-364, este trecho traz as mesmas características da primeira colocada: bom estado de pavimento, sinalização farta e funcional e diversos postos de serviços e atendimento e socorro ao usuário. Um dos pontos fortes é o alcance dos serviços prestados: uma das concessionárias que administra parte do trecho da Castelo Branco mantém um serviço de atendimento 24 horas (é o 0800-703-5080 da Rodovia das Colinas).


3 – SP-225/BR-369
Bauru (SP) a Itirapina (SP)

Denominada de Rodovia Engenheiro Paulo Nilo Romano no trecho que vai de Bauru a Itirapina, na região central do Estado de São Paulo, a SP-225 é administrada por uma concessionária que mantém serviços de atendimento 24 horas, que contemplam desde guinchos a veículos especiais para recolhimento de animais soltos na pista.


4 – SP-326/BR-364
Barretos (SP) a Bueno de Andrade (SP)

Com o nome de Rodovia Brigadeiro Faria Lima, a SP-326 é outra estrada paulista privatizada que atravessa o Estado de São Paulo, indo de Barretos até o município de Colômbia, na divisa com Minas Gerais. Dentre seus 173 quilômetros de extensão, 110 são duplicados. Seu traçado é predominantemente reto, com poucas curvas e constantes aclives e declives. Importante rota comercial, a via passa por cidades onde atuam grandes produtores de gado, laranja e cana-de-açúcar, incluindo várias usinas de processamento de álcool e suco de laranja.


5 – SP-330/BR-050 e SP-333
Ribeirão Preto (SP) a Borborema (SP)

A SP-333 é a rodovia Abrão Assed, que sai de Borborema e vai até Ribeirão Preto, onde se liga com a SP-330, a Rodovia Anhanguera, sendo que esta faz parte do sistema BR-050, trecho que liga a capital do País, Brasília (DF), a Santos, no litoral paulista. Administrada por concessionária, a Anhanguera também liga a cidade de São Paulo com a região Norte do Estado, onde se encontra uma das mais produtivas áreas agrícolas do País. Movimentada, a estrada tem tráfego intenso de caminhões. É duplicada, contendo trechos com faixas adicionais e pistas marginais. Por seu corredor são interligadas as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Franca.


6 – SP-310/BR-364, SP-310/BR-456, SP-330/BR-050
Limeira (SP) a São José do Rio Preto (SP)

Trecho que contempla somente a rodovia Washington Luís, faz a ligação da capital São Paulo aos municípios de Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Catanduva e São José do Rio Preto, no Noroeste do Estado paulista. Administrada por duas concessionárias, apresenta vários pedágios ao longo de sua extensão, bem como pista dupla em sua totalidade, e pista tripla em subidas longas.


7 – BR-050, SP-330/BR-050
São Paulo (SP) a Uberaba (MG)

Este é o trecho da Rodovia Anhanguera (SP-330), que faz parte do sistema BR-050, trecho que liga a capital do País, Brasília (DF), a Santos, no litoral paulista, porém só compreendendo o trecho entre a capital paulista e a cidade mineira de Uberaba. Também se caracteriza por ter tráfego intenso de caminhões e por ser duplicada.


8 – SP-127, SP-127/BR-373
Rio Claro (SP) a Itapetininga (SP)

A SP-127 possui dois nomes em sua extensão (Professor Francisco da Silva Pontes e Antonio Romano Schincariol), e é administrada por uma concessionária. Estima-se que em seu trajeto circulem mais de 70 mil veículos por dia. Desde o início da concessão, a estrada já teve 55 quilômetros duplicados (km 158 ao km 213), bem como a implantação de 13 retornos, 2 passarelas, 26 pontos de ônibus e faixas de aceleração e desaceleração.


9 – SP-322, SP-322/BR-265, SP-323, SP-330/BR-050, SP-351
Catanduva (SP) – Taquaritinga (SP) – Ribeirão Preto (SP)

Novamente a Rodovia Anhanguera (SP-330) surge conectando três estradas estaduais e duas federais. Neste trecho, a movimentação comercial se dá principalmente pelas empresas do setor de agronegócios, que contam com toda a estrutura propiciada pelos serviços da concessionária responsável por sua administração, incluindo guinchos e equipamentos de socorro mecânico.


10 – SP-070
São Paulo (SP) a Taubaté (SP)

Da capital paulista à cidade do Vale do Paraíba, a estrada possui duas denominações. Como Rodovia Ayrton Senna (antiga Trabalhadores), inicia-se ao final da Marginal Tietê, no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, e termina no município de Guararema na confluência para a Rodovia Presidente Dutra. Deste ponto em diante, torna-se Rodovia Governador Carvalho Pinto e segue até Taubaté. Possui Sistema de Ajuda ao Usuário em toda sua extensão, com disponibilidade dos serviços de Primeiros Socorros e Guincho. Também conta com duas faixas de rolamento em cada sentido de tráfego, além de traçado moderno com curvas, aclives e declives suaves.

Foto: Divulgação