Volvo lança ônibus de 30 metros na FetransRio

Com 30 metros de cumprimento, o biarticulado da Volvo é o maior do mundo e possui capacidade para carregar até 300 pessoas

VolvoA 11ª edição da FetransRio contou com a apresentação de novos produtos e conceitos da Volvo para a mobilidade urbana. Durante o evento, realizado de 23 a 25 de novembro no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ), a empresa sueca lançou um ônibus articulado de 22 metros de comprimento e capacidade para até 210 passageiros e um biarticulado de 30 metros e capacidade para até 300 pessoas.

“Estamos disponibilizando ao mercado o maior ônibus do mundo. Este veículo vai oferecer mais eficiência aos sistemas organizados de transporte, garantindo mais qualidade de vida aos passageiros e melhor custo benefício aos operadores”, afirma Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus Latin America.

Com estes dois novos modelos, a Volvo disponibiliza a mais completa linha de ônibus para sistemas de transporte urbano de alta capacidade, os chamados BRTs (Bust Rapid Transit). Ao todo são quatro modelos, que receberam uma nova nomenclatura: o Artic 150, com 18,6m de comprimento e capacidade para até 150 passageiros; o Artic 180, com 21m e capacidade para até 180 passageiros; o Super Artic 210, com 22m e capacidade para até 210 passageiros; e o Gran Artic 300, com 30m e capacidade para até 300 passageiros.

“Com estes modelos, conseguimos oferecer aos gestores públicos e, principalmente aos operadores, uma solução completa de transporte, com um mix de veículos de média e alta capacidade com o menor custo por passageiro transportado, com segurança e alto grau de confiabilidade”, argumenta Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America.

O novo biarticulado foi batizado de Gran Artic 300. O modelo, com versões de 28 e 30 metros de comprimento, é o maior do mundo, e foi desenvolvido no Brasil especialmente para sistemas de transporte com alta demanda e corredores segregados.

“Temos orgulho de dizer que o maior ônibus do mundo é Volvo e que foi desenvolvido no Brasil”, afirma Idam Stival, coordenador da engenharia de vendas da Volvo Bus Latin America. Ele lembra que o primeiro modelo de biarticulado, lançado no início da década de 90, também foi desenvolvido pela marca no país e hoje é vendido para sistemas de transporte de alta capacidade de todo o mundo.

O Gran Artic 300 transporta até 30 passageiros a mais que o modelo antecessor. “Esse ganho em número de passageiros representa um ganho em escala em eficiência, redução de frota e redução de emissões”, explica Stival.

Evolução do BRT

VolvoA Volvo Bus Latin América também apresentou na FetransRio o CIVI – City Vehicle Interconnect – um modelo para evolução dos sistemas BRT. O CIVI foi projetado para as cidades que desejam se tornar reconhecidas como Smart Cities, ou cidades conectadas. Desenhado para Curitiba, cidade sede do Grupo Volvo na América Latina, o projeto pode ser customizado para qualquer cidade.

“Queremos mostrar aos gestores públicos que é possível desenvolver soluções de transporte urbano inteligentes e criativas, com alta capacidade de passageiros com menor custo de investimento, agilidade de implementação e baixo custo operacional”, destaca Todeschini.

O CIVI foi projetado para operar com híbridos em sua versão convencional e articulada. Os híbridos trazem expressivos ganhos para o meio ambiente devido a redução de emissões que proporcionam, com o benefício de ter um custo de operação similar aos ônibus tradicionais movidos a diesel. Nos sistemas que exijam capacidade máxima de passageiros o CIVI também pode ser operado com os biarticulados tradicionais.

“A evolução do BRT está intrinsicamente relacionada às novas possibilidades geradas pelo desenvolvimento da tecnologia híbrida veicular e dos avanços das ferramentas de conectividade nas cidades inteligentes. Essa é a essência da criação do City Vehicle Interconnected, denominado CIVI”, afirma Ayrton Amaral, especialista em mobilidade urbana da Volvo Bus Latin América.

O projeto prevê a construção de estações subterrâneas, eliminando interferências, aumentando a velocidade operacional e valorizando a paisagem urbana com a criação de parques na superfície onde antes circulavam os ônibus.