Tabela de Frete ANTT: como calcular corretamente e evitar prejuízo na estrada

Olá, irmãos e irmãs da estrada!

Desde a greve dos caminhoneiros, em 2018, o Brasil passou a ter uma tabela mínima de frete regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo é evitar que caminhoneiros rodem no prejuízo e garantir um valor mínimo para o transporte de cargas no país.

Mas, mesmo depois de alguns anos de funcionamento, muitos profissionais da estrada ainda têm dúvidas sobre como aplicar essa tabela no dia a dia.

O que é a tabela de frete da ANTT

A tabela foi criada pela Lei nº 13.703/2018, que instituiu o piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.

Ela define valores mínimos considerando alguns fatores principais:

  • distância percorrida
  • tipo de carga
  • número de eixos do caminhão
  • preço médio do diesel

Sempre que o combustível sofre variação significativa, a ANTT pode atualizar os valores da tabela. 

O diesel continua sendo o maior custo do transporte

Segundo estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o diesel representa entre 35% e 45% do custo operacional do transporte rodoviário.

Por isso, qualquer aumento no combustível impacta diretamente no valor mínimo do frete.

Para o caminhoneiro autônomo, acompanhar essa variação é fundamental para não aceitar fretes abaixo do custo.

Por que muitos fretes ainda ficam abaixo da tabela

Apesar da regulamentação, muitos caminhoneiros relatam dificuldades para negociar valores compatíveis com o piso mínimo.

Entre os principais motivos estão:

  • grande número de caminhões disponíveis no mercado
  • pressão de embarcadores por fretes mais baratos
  • falta de fiscalização em algumas regiões

Segundo dados da própria ANTT, o Brasil possui centenas de milhares de transportadores autônomos registrados, o que aumenta a concorrência por cargas.

Conhecer o custo por quilômetro faz toda a diferença

Especialistas do setor recomendam que o caminhoneiro saiba calcular o custo por quilômetro rodado antes de aceitar qualquer frete.

Esse cálculo deve incluir:

  • combustível
  • manutenção
  • pneus
  • pedágio
  • alimentação
  • depreciação do caminhão

Dependendo do tipo de operação, o custo pode variar entre R$ 3 e R$ 6 por quilômetro rodado.

Sem esse controle, muitos profissionais acabam rodando sem perceber que o lucro da viagem é muito menor do que parecia.

Caminhoneiro também é gestor do próprio negócio

Hoje, quem vive da estrada precisa, cada vez mais, administrar o caminhão como uma empresa.

Planejar rotas, negociar fretes com atenção e controlar os custos da operação são atitudes que fazem toda a diferença no resultado do mês.

A estrada sempre teve desafios, mas quem conhece bem os números da própria operação tem muito mais chance de continuar rodando com segurança e lucro.

👉 Siga nossas redes sociais, acompanhe o programa Brasil Caminhoneiro nos finais de semana na Record News e na Record TV, e fique ligado também na Rádio Capital, de segunda a sexta-feira, às 5h da manhã.

- Publicidade -