Inflação desacelerando, mas o custo de rodar continua alto. Por quê?

Olá, irmãos e irmãs da estrada! 

Se você está na boleia todos os dias, já deve ter ouvido no rádio: “A inflação está desacelerando.”

O mercado financeiro projeta IPCA abaixo de 4% em 2026, com estimativas em torno de 3,95%.

Mas aí vem a pergunta que ecoa na estrada:

Se a inflação está caindo, por que o custo de rodar ainda aperta tanto o bolso do caminhoneiro?

Vamos direto ao ponto!

A inflação desacelera, mas isso não significa preço mais baixo

Dados recentes mostram que a inflação anual perdeu força e está perto de 4%. O próprio mercado reduziu novamente as projeções para este ano.

Mas aqui está o detalhe que poucos explicam:

Inflação desacelerando não significa preços caindo.

Significa apenas que eles estão subindo mais devagar.

Ou seja:

  • O diesel não volta ao preço antigo.
  • O pedágio não “desinfla”.
  • A manutenção não fica automaticamente mais barata.

Você continua pagando caro, só que com aumentos um pouco menos intensos.

Diesel: o vilão que não sai da conta

Mesmo com uma leve queda no início de fevereiro, o diesel comum ainda gira em torno de R$ 6,23, e o S-10, em R$ 6,26, na média nacional.

E, antes dessa pequena redução, houve alta puxada por reajustes e impostos. O ICMS sobre o diesel subiu R$ 0,05 por litro no começo do ano.

Além disso, a defasagem entre o preço interno e o mercado internacional já ficou próxima do PPI, com diferença de apenas 4% recentemente, o que limita espaço para quedas maiores.

Traduzindo para a realidade da estrada:

✔ Pequena queda não compensa os aumentos acumulados

✔ Impostos continuam pesando

✔ O mercado internacional ainda influencia

Resultado? O frete não acompanha no mesmo ritmo.

O efeito invisível: juros altos

A taxa básica de juros está em 15%, perto do maior nível em duas décadas.

E isso impacta diretamente:

  • Financiamento de caminhão
  • Crédito para manutenção
  • Capital de giro
  • Consórcio
  • Seguro

Mesmo que a inflação esteja cedendo, o custo financeiro continua elevado.

E, para quem vive de fluxo de caixa apertado, isso pesa mais do que o índice oficial.

Por que o caminhoneiro sente mais?

A inflação média considera vários setores: educação, passagens aéreas, serviços urbanos.

Mas o caminhoneiro vive outra realidade. Seu “IPCA da estrada” inclui:

  • Diesel
  • Pneus
  • Peças
  • Óleo
  • Pedágio
  • Alimentação na rodovia

Quando o transporte sobe, toda a cadeia sente. E, quando ele não cai com força, o impacto continua.

A matemática do frete não fecha

Enquanto o diesel recua centavos, o custo acumulado continua alto.

E o mercado de fretes nem sempre repassa imediatamente qualquer alta.

O que acontece?

  • Margem espremida
  • Lucro reduzido
  • Mais horas rodando para compensar
  • Mais desgaste físico e do veículo

E aí nasce a sensação real: “A inflação pode até estar desacelerando… mas, para mim, não melhorou.

E essa percepção não é ilusão, é estrutura de custo.

O que poucos falam sobre o cenário

Mesmo com projeções abaixo de 4%, o IPCA recente mostrou pressão em transportes e serviços.

Ou seja: o setor que impacta diretamente quem vive da estrada continua sensível.

Além disso:

  • Impostos estaduais variam
  • O câmbio influencia o combustível
  • O petróleo internacional pesa na bomba
  • Juros altos travam o alívio real

A desaceleração é macroeconômica.

O aperto é microeconômico, e está na sua rotina.

E agora, estradeiro?

Se o custo não cai no mesmo ritmo da inflação, o foco precisa mudar:

✔ Planejamento de rota

✔ Gestão inteligente de abastecimento

✔ Informação atualizada

✔ Negociação estratégica de frete

A inflação pode desacelerar

Mas o caminhoneiro precisa acelerar a estratégia.

Porque, enquanto o índice oficial aponta melhora gradual, o custo operacional ainda exige atenção máxima.

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Nos vemos na próxima parada. 🚛

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