ANTT aplica R$ 354 milhões em multas: O que muda no CIOT a partir de 24/05?

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Foto: (Divulgação/ANTT).

Olá, irmãos e irmãs da estrada!

Se tem uma palavra que define a vida na boleia em 2026, ela é vigilância. De um lado, a ANTT aperta a fiscalização com tecnologia de ponta. Do outro, o caminhoneiro tenta entender: afinal, essa montanha de multas ajuda ou atrapalha quem está no volante?

O prazo está batendo na porta: a partir de 24 de maio, as novas regras da Resolução nº 6.078 entram em vigor. E, se você acha que isso é “só mais um papel”, é bom olhar os números.

O bicho já está pegando: de onde vêm essas multas?

Muita gente nos pergunta: “Mas, se a regra nova só começa em maio, como já aplicaram R$ 354 milhões em multas este ano?”. A resposta é simples: o cerco eletrônico já começou.

A ANTT não está mais esperando a blitz física na beira da pista. Através do cruzamento digital de dados entre o MDF-e e o CIOT, a agência já consegue identificar quem está pagando abaixo da tabela atual. O que acontece no dia 24/05 é que esse sistema ficará ainda mais inteligente e restritivo com a nova Resolução nº 6.078. Ou seja: se hoje já está difícil passar algo errado, a partir de maio o sistema vai travar na hora.

O tamanho do prejuízo (para quem contrata errado)

Os dados deste início de 2026 são um verdadeiro choque de realidade:

  • Mais de R$ 354 milhões em multas aplicadas.
  • 90 mil autuações registradas só até o início de abril.

Mas atenção, companheiro: a lei não pune o motorista. A fiscalização e as multas pesadas são para quem contrata abaixo do piso mínimo. A punição é para a empresa ou transportadora que tenta pagar menos do que o justo. Para o caminhoneiro que aceita o serviço, a nova regra não traz multa, traz proteção.

O CIOT como seu escudo na estrada

A partir de 24/05, a emissão do CIOT obrigatório passa a ser o seu seguro contra o frete predatório. O que antes era “burocracia”, agora é a sua garantia de que o valor acordado está registrado no sistema do governo.

O que muda para você, motorista:

Bloqueio na origem: o sistema da empresa nem vai conseguir gerar o CIOT se o valor estiver abaixo do piso. A carga nem sai do pátio de forma irregular.

Rastreabilidade: o valor que você combinou fica “carimbado” digitalmente. É a prova real contra qualquer tentativa de calote ou desconto indevido.

Segurança jurídica: em qualquer disputa, o CIOT é o documento oficial que prova que você tem direito ao valor da tabela.

O que você precisa saber sobre o CIOT em 2026

O motorista é multado se aceitar frete baixo? Não. A punição é exclusiva para quem contrata (embarcador ou transportadora).

Por que o CIOT é obrigatório agora? Para garantir que o Piso Mínimo de Frete seja cumprido em 100% das viagens, sem exceções.

O que acontece se a empresa não emitir o código? A multa é pesada, e a viagem é considerada clandestina, sujeitando o contratante a autuações automáticas de mais de R$ 10 mil.

O relógio não para

Faltam poucos dias para a virada de chave total. Com quase R$ 400 milhões em multas já na conta do setor, antes mesmo da regra nova valer, a ANTT mandou o recado: em 2026, o frete barato vai custar muito caro para quem não respeita o trecho.

O que você precisa fazer agora:

Exija o registro: o CIOT deve refletir o valor real da tabela. É o seu direito e sua segurança.

Não aceite o “por fora”: dinheiro fora do papel não tem proteção da ANTT.

Informação é poder: quanto mais a gente souber dos nossos direitos, mais o Brasil respeita quem carrega o país nas costas.

O Brasil Caminhoneiro segue acompanhando tudo para você não ser pego de surpresa. A estrada já tem desafios demais, a insegurança jurídica não pode ser mais um deles.

E aí, a sua empresa já se adequou ou vai esperar o boleto da ANTT chegar?

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