Roubo de cargas: a insegurança que acompanha cada parada nas estradas brasileiras

Quem vive da estrada sabe: o  é um risco real em cada parada. Seja para descansar, abastecer ou aguardar a descarga, a insegurança acompanha o caminhoneiro do início ao fim da viagem.

Mesmo sendo responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no país, o transporte rodoviário ainda enfrenta um cenário preocupante de violência, prejuízos financeiros e medo constante.

E os números comprovam isso.

Roubo de cargas no Brasil: dados atualizados e alarmantes

De acordo com o Report de Roubo de Cargas – 1º Semestre de 2025, levantamento mais recente da NSTECH:

  • O Brasil registra, em média, 27 roubos de carga por dia
  • O valor total das mercadorias roubadas cresceu 24,8% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024
  • Mesmo com investimentos em tecnologia e monitoramento, as ações criminosas continuam intensas e organizadas

Esses dados confirmam o que o caminhoneiro já sabe na prática: o risco está longe de diminuir.

Quais cargas são mais visadas pelos criminosos?

As quadrilhas especializadas não agem por acaso. Segundo o relatório:

  • Cargas de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, medicamentos e eletrônicos estão entre as mais roubadas
  • Rotas que ligam grandes centros urbanos continuam sendo as mais perigosas
  • A maioria dos crimes acontece durante paradas não seguras, principalmente no período noturno

Ou seja, o momento mais vulnerável da viagem é quando o caminhão está parado.

Por que o roubo de cargas afeta diretamente o caminhoneiro?

O prejuízo não é apenas das transportadoras ou dos embarcadores. Para quem está na boleia:

  • Um roubo pode significar a perda do pagamento do frete
  • Atrasos e bloqueios podem gerar multas e penalizações
  • O impacto psicológico é real: medo, estresse e insegurança constantes
  • Em muitos casos, o caminhoneiro ainda precisa lidar com suspeitas injustas e burocracia

Na prática, um único roubo pode comprometer meses de trabalho.

A falsa sensação de melhora nos números

Alguns levantamentos indicam variações ou pequenas quedas em determinados períodos. Mas especialistas alertam:

  • As quadrilhas mudam de estratégia
  • Os crimes ficam mais concentrados em horários e locais específicos
  • O valor médio das cargas roubadas cresce, mesmo quando o número de ocorrências oscila

Ou seja, o problema não acabou, apenas ficou mais sofisticado.

E quem está na estrada percebe isso antes de qualquer estatística oficial.

Cada parada é uma decisão estratégica

Na rotina do caminhoneiro, parar é inevitável. Mas onde e quando parar faz toda a diferença.

Conhecer os dados, entender os padrões dos crimes e acompanhar informações confiáveis ajuda a:

  • Evitar locais mais perigosos
  • Escolher horários mais seguros
  • Reduzir a exposição ao risco
  • Proteger a carga, o caminhão e a própria vida

Na estrada, informação vale tanto quanto combustível.

O roubo de cargas continua sendo uma das maiores ameaças ao transporte rodoviário brasileiro.

Enquanto o problema não é resolvido de forma estrutural, informação, atenção e planejamento seguem sendo as principais defesas.

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