Simulador de realidade virtual é arma da Ford para avanços na área de segurança

Não faz muito tempo, a tecnologia da realidade virtual foi tema de sucesso em filmes, jogos e até mesmo novelas. Nos dias de hoje, tal possibilidade é real e tem ajudado muito no desenvolvimento tecnológico. Tanto que a Ford está utilizando um novo simulador de realidade virtual para avançar na segurança de projetos globais.

Conhecido como VIRTTEX (Virtual Test Track Experiment), esse equipamento de tecnologia de segurança utiliza imagem digital em alta resolução para testar e medir as reações do motorista sob diversas condições. Entre os veículos desenvolvidos com o simulador estão o Novo EcoSport, a Nova Ranger e o Novo Fusion.

O VIRTTEX é composto de uma cúpula montada sobre um sistema de braços hidráulicos que simula os movimentos de um veículo. Dentro da cabine, projetores em 360 graus recriam o cenário externo, que é sincronizado com os comandos de aceleração, frenagem e direção.

Dentre as soluções buscadas pelo simulador, estão novos sistemas de segurança ativa e de assistência aos motoristas, como alertas contra colisão, sonolência e outras situações perigosas ao volante. “O VIRTTEX é uma ferramenta muito importante que nos ajuda a desenvolver futuros equipamentos de segurança e assistência ao motorista. Por isso, é essencial mantê-lo atualizado com as últimas tecnologias”, diz Mike Blommer, líder técnico do laboratório. “Os aprimoramentos feitos na resolução, brilho e recursos de imagem ampliam a nossa capacidade de estudo.”

A visão de 360 graus ajuda os engenheiros a avaliar o desempenho do motorista sob todos os ângulos. O banco de imagens permite criar cenários realistas de várias situações de tráfego, incluindo pedestres e pontos de referência nas estradas.

Entre outros avanços, o VIRTTEX ajudou a desenvolver o sistema de alerta de mudança de faixa e colisão que será oferecido no novo Ford Fusion este ano. Projetado para evitar ou reduzir o efeito de colisões traseiras, ele opera com radar e se baseou nas respostas e tempo de reação dos motoristas obtidos com o simulador.

Esse trabalho já ajudou a determinar a antecedência com que um alerta de colisão deve ser acionado e a sua intensidade. Os estudos mostram que os motoristas respondem mais rapidamente a alertas sonoros mais intensos, mas preferem sinais mais sutis, como uma vibração na direção, quando isso é possível.

As pesquisas feitas no VIRTTEX são de longo prazo, destaca Mike Blommer. O objetivo do laboratório é reunir dados quantitativos e objetivos para determinar os meios mais eficientes de manter o motorista alerta e seguro na direção, pesquisando como ele reage em diferentes cenários e como as tecnologias podem contribuir para evitar acidentes.

Em 2003, a Ford realizou um de seus primeiros estudos sobre distração ao volante no VIRTTEX, para medir a capacidade de reação do motorista enquanto executa tarefas visuais ou manuais, como falar ao celular. O estudo revelou que os níveis de distração são muito maiores nas operações manuais, do que quando se usam sistemas de comando por voz.

Foto: Divulgação

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