Implementos pesados registram pior desempenho desde 2004, diz Anfir

No segmento de reboques e semirreboques (pesados) a queda foi de 12,81%, o que representou o pior quadrimestre para este mercado desde 2004

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A indústria fabricante de implementos rodoviários apresentou no primeiro quadrimestre de 2016 retração de 31,09% com 21.018 emplacamentos de janeiro a abril ante 30.499 registrados no mesmo período de 2015. “A falta de perspectiva de retomada do mercado agrava ainda mais a situação, criando um círculo vicioso onde o desempenho negativo cresce ainda mais”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários).

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No segmento de reboques e semirreboques (pesados) a queda foi de 12,81%, o que representou o pior quadrimestre para este mercado desde 2004. No setor de carroceria sobre chassis (leves), a retração de mercado chegou a 39,15% e o quadrimestre foi o pior desde 2008.

“Os únicos modelos que registraram volume de emplacamentos acima do primeiro quadrimestre de 2015 são aqueles ligados à atividade agrícola, como graneleiro e canavieiro”, diz Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir. “Nos demais há retração”, completa.

Refinanciamento

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estendeu para os implementos rodoviários as medidas para o refinanciamento de dívidas dentro do PSI (Programa de Sustentação do Investimento). “Os empresários estão com dificuldades para honrar seus compromissos e por isso essa medida vem em boa hora”, explica o presidente da Anfir.

O refinanciamento tem custo de TJLP (atualmente em 7,5% ao ano), acrescido de 1,6% de remuneração do BNDES e até 6% de remuneração do agente financeiro. “Dessa forma o BNDES ajuda as empresas nesse momento difícil e ainda limpa seu balanço, transformando o crédito de difícil recebimento em dívida equacionada”, diz Braga.