Itens do Atron 1635 garantem desempenho de alto nível em test drive

por Leandro Tavares,
de São Bernardo (SP) para o Brasil Caminhoneiro

A vida na estrada não é fácil. No entanto, dirigir caminhão é um trabalho que, apesar de algumas particularidades, é como qualquer outro. Cada função possui suas necessidades básicas para serem exercidas. No caso do caminhoneiro, é preciso dirigir um caminhão. Porém para você se destacar é necessário conhecer melhor o pesado, entender suas ferramentas e tirar proveito delas para economizar combustível, reduzir o desgaste dos componentes ou até mesmo diminuir o risco de acidente com a direção defensiva.

Os caminhões atuais estão em outro nível de tecnologia. Um freio motor potente, por exemplo, já não é exclusividade de modelos de luxo e são responsáveis por manter o veículo sempre em condição de evitar um acidente. Foi isso que pudemos sentir de dentro da cabine do Atron 1635, da Mercedes-Benz, pilotado pelo experiente e reconhecido João Moita, Master Driver da empresa alemã no Brasil.

Aqui no Brasil Caminhoneiro já realizamos muitos testes com caminhões de diversas marcas, inclusive com um outro modelo da linha Atron, o 2324. Geralmente percorremos trechos menos movimentados para termos maior facilidade na hora de gravar imagens do pesado rodando. Desta vez fizemos algo diferente: deixamos o vídeo de lado percorremos 140 quilômetros no Rodoanel para encarar melhor situações do dia a dia das estradas, como veículos ultrapassando o caminhão ou saindo de acessos e acostamentos, para comprovar como cada detalhe deve ser tratado para que o rendimento seja acima da média.

Conheça o Atron 1635

Antes de contar as experiências no trecho precisamos detalhar o equipamento que nos levou nesta viagem. O Atron 1635 é tracionado pelo motor OM 457 LA, de 345 cavalos de potência e com torque de 1.450 Nm a 1.100 rpm. A transmissão é da ZF, de 16 marchas com anel sincronizador.

“Ele é mais usado em aplicações de carga seca, tanque de combustível, basculante para longas e médias distâncias rodoviárias”, afirma o engenheiros de marketing de produto da Mercedes-Benz, Corrado Ernesto Cipolla. “Geralmente quem usa este veículo são pequenas e médias empresas de logística e o autônomo”.

Além da mudança no motor, algumas mudanças visuais também foram realizadas. “Mudamos a grade para ficar semelhante ao resto da família, mudamos a captação de ar, o conjunto óptico e o parasol externo, além de internamente mudar a forração de portas e painel, a espuma do banco para dar mais conforto ao motorista, o painel de instrumento, o volante e o piso, que é totalmente rebaixado”, explica o engenheiro.

Um dos pontos mais interessantes do veículo é o Top Brake, item de série no Atron 1635. “A potência do Top Brake é quase a mesma do motor. Então você usa menos o freio de serviço, e evita o desgaste dele. Assim você economiza freio, pneu e combustível”, disse o executivo. O preço sugerido do Atron 1635 é de R$ 243.778,80.

Eficiência comprovada na rodagem

O test drive foi realizado no Rodoanel. Saímos da fábrica da Mercedes-Benz, no km 15 da Rodovia Anchieta (SP-150) e fomos até a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Ao todo, rodamos 140 quilômetros. Durante o trajeto, três momentos puderam comprovar a eficiência do freio motor e o diferencial de um motorista que sabe usar bem o caminhão ao seu favor.

No primeiro, observamos que os outros caminhões acionavam o freio auxiliar nas descidas do trecho, enquanto o Master Driver João Moita fazia uso do freio motor. No segundo, vimos a importância deste tipo de operação: já na volta para a fábrica da Mercedes-Benz, um caminhão parado no acostamento forçou sua saída, buscando entrar na nossa frente na faixa da direita. À esquerda do nosso caminhão vinha mais um, o que impossibilitaria nossa mudança de faixa para evitar um acidente.

Estávamos em uma descida, a cerca de 70km/h, com poucos segundos para fazer a frenagem e evitar o acidente. Com o freio frio, o Atron 1635 respondeu prontamente, sem necessidade de uma freada mais brusca. Isso reforça que o Top Brake é um item não apenas de economia, seja de combustível, pneu ou freio, mas também um equipamento de segurança.

O terceiro momento foi semelhante ao segundo, cerca de cinco quilômetros após encontrarmos o imprudente motorista que havia “atirado” seu caminhão na frente do nosso. Um bloqueio policial restringiu as pistas do Rodoanel, e João Moita precisou frear para evitar a colisão com um veículo que entrou em sua frente. Mais uma vez, com o freio frio, o Atron respondeu sem problemas.

No final da viagem pudemos ver os dados da viagem. Foram duas horas e meia de teste, com velocidade média de 56 km/h. No trajeto, o Atron fez uma média de 2,9 km/l. Além disso, o consumo do Arla 32 não chegou a ser de 1% do tanque. Ao fim do teste ficou comprovado que além de confortável o Atron 1635 é eficiente naquilo em que se propõe, que é o transporte de cargas com economia, segurança e conforto ao motorista.