Tudo que começa bem desde as estruturas iniciais possui mais chances de sucesso. As analogias com a vida beiram o infinito, mas não é preciso ir tão longe para identificar essa máxima no trabalho da Mercedes-Benz no Brasil.

Há cinco anos, quando Roberto Leoncini deixou o cargo de diretor-geral na Scania para assumir a vice-presidência de vendas e marketing da fabricante alemã, o movimento de investir mais nos pesados e retomar a liderança do setor após anos de Volkswagen no topo da tabela era claro. O executivo arregaçou as mangas e foi aos clientes ouvir o que eles esperavam dos caminhões. Hoje, além da participação de mercado líder por três anos, a Mercedes-Benz pode comemorar um aumento nas contratações de serviços de pós-vendas.

“Tem mais coisa além do caminhão (para termos conseguido a liderança pelo terceiro ano consecutivo)”, explica Leoncini ao destacar o aumento de 110% nas vendas de contratos de manutenção.
“Acho que a Mercedes fez muita coisa, mas o mercado também fez. Ele tem ficado mais maduro. Apesar dos clientes terem estrutura, terem tido mecânico, oficina, eles viram que fica caro acompanhar o nível de especialização para dar manutenção ao equipamento.”

Em 2018, 27% dos 21,153 caminhões Mercedes-Benz vendidos possuíam algum tipo de contrato de manutenção, sendo que as maiores demandas vieram do sucroalcooleiro, combustíveis e grãos. Além disso, 44% destes veículos saíram de fábrica com o FleetBoard ativado. O número representa uma alta de 150% em relação a 2017. “Essas soluções da nossa marca ajudam os transportadores a trabalharem com visão de longo prazo, olhando para o TCO, que é o custo operacional total ao longo de toda a vida do veículo. Assim, eles têm previsibilidade de custos e podem se programar com mais assertividade”, afirma Leoncini.

Crescimento em todos os segmentos

Ao destacar os trabalhos do Banco Mercedes-Benz, da SelecTrucks e do Consórcio Mercedes-Benz, Roberto Leoncini revela um dado importante para a empresa: todos os segmentos tiveram aumento nas vendas em 2018.

Foram 202% nas vendas dos extrapesados Actros (4.529 unidades), mais de 81% com os Axor (4.214 unidades), 29% com caminhões Atego (5.956 unidades) e 14% com os modelos Accelo (4.326 unidades). Entre os setores que mais compraram caminhões em 2018, destacam-se o agronegócio (grãos, cana-de-açúcar e madeira), logística, combustíveis e químicos, mineração, bebidas e varejo.