Pronta para retomada, Meritor apresenta novo diretor geral

Principal desafio do executivo será dar continuidade às estratégias que posicionam a Meritor como líder no segmento automotivo

A Meritor anunciou Adalberto Momi como novo diretor geral. O executivo substituirá Silvio Barros, que se aposenta após uma trajetória de 18 anos na companhia.

Alguns dos principais desafios do executivo à frente do cargo será dar continuidade à expansão e modernização do negócio e manter a liderança e credibilidade da Meritor no setor de pesados. “Prosseguiremos com as estratégias utilizadas pelo meu antecessor, Silvio Barros, que posicionaram a empresa em um alto patamar de competitividade e qualidade nestas duas últimas décadas”, explica Adalberto Momi.

Nos últimos anos, a Meritor apostou em importantes pilares para se fortalecer, mesmo diante de crises econômicas, que impactaram diretamente no desempenho do mercado de pesados. A empresa teve como metas a expansão dos negócios com o fornecimento para novas marcas e investimentos para modernização da linha de produção.

O executivo acumula 40 anos de trajetória na Meritor. Momi chega ao posto em um momento em que a empresa enxerga sinais de recuperação no setor de pesados para fornecimento de equipamentos originais. A companhia acaba de contabilizar o melhor mês de maio em volume de produção de eixos dos dois últimos anos e prevê crescimento na produção de caminhões já em 2017.

De acordo com Adalberto, alguns sinais de recuperação da macroeconomia contribuem para esta perspectiva. “Fatores demonstram que estamos diante de uma tímida retomada do mercado interno de caminhões ainda neste ano e aumento mais sustentável das vendas a partir de 2019. Acreditamos que o volume de vendas irá crescer e apresentar patamares bastante superiores frente aos últimos dois anos” diz Momi.

O executivo acrescenta que a crise econômica gerou uma demanda reprimida de compra, o que também deverá favorecer a retomada. “Há alguns gargalos que ainda são preocupantes, como a instabilidade política, dólar instável, frota inativa nos pátios das transportadoras e a dificuldade da reação da cadeia produtiva para o aumento da produção. Contudo, as chances de retomada são grandes”, explicou.