Testamos o TGX 29.480; veja a avaliação

por Leandro Tavares,
de São Bernardo do Campo (SP)

Em 2012 a MAN Latin America entrou no mercado dos extrapesados premuim com o lançamento da linha TGX no Brasil. O plano era complicado: tentar conquistar a liderança do segmento em apenas três anos. Seja por questões econômicas, políticas ou pela dura concorrência, o fato é que este objetivo não foi alcançado, apesar das condições tecnológicas do modelo de competir com as outras marcas do setor, como conferimos em teste realizado com o TGX 29.440 em 2013.

No último mês de maio a MAN Latin America convidou o Brasil Caminhoneiro para testar o mais novo modelo do TGX, o 29.480, lançado em abril como o caminhão mais potente da fabricante. Além de reforçar nosso posicionamento sobre a qualidade do veículo, o teste permitiu uma análise da evolução do TGX nestes dois anos.

Grade frontal do TGX

As mudanças foram implementadas aos poucos, conforme as opiniões de clientes eram absorvidas pela engenharia. A começar pelo tanque de combustível, que foi redimensionado para aumentar a autonomia do veículo. Outra alteração é ainda mais evidente, principalmente para o motorista: o assento ganhou descansos para os braços, um item que fazia falta.

Desempenho o trecho

Nosso teste teve início na concessionária Apta Caminhões e Ônibus, próxima à Rodovia dos Imigrantes, em São Bernardo do Campo (SP). Partindo de lá, descemos a Serra do Mar com rumo à Praia Grande. A nova configuração do motor Euro 5 MAN D26, de seis cilindros e 12,4 litros, garante não só o aumento de potência para 480 cv, mas também o torque de 2.400 Nm numa ampla faixa de rotações, a partir de 1.400 rpm. Vale lembrar que o TGX 29.480 precisa do Arla 32 para rodar.

Proteção do degrau, ganho em segurança e aerodinâmica

Item de conforto e economia que atualmente já é obrigatória em caminhões extrapesados, a transmissão automatizada MAN TipMatic tem 16 marchas e foi desenvolvida em conjunto com a ZF. Assim como em 2013, conseguimos descer a Serra do Mar pela Rodovia Anchieta com o freio motor no terceiro estágio. Isso se traduz em economia total para o transportador: freios e combustível são preservados com um freio motor potente.

Detalhe do farol

Cabine

A cabine é uma das maiores do mercado. Durante o teste, rodamos com a versão teto alto que tem altura interna de 1,94m e  preço sugerido de R$ 500 mil. O espaço é recheado de bagageiros e porta-trecos – incluindo um espaço que pode ser aberto e usado como cama para quem viaja com família e crianças. A cama é a mesma que nos impressionou pelo conforto em 2013, com estrados flexíveis que se adaptam ao corpo.