Senado aprova MP do Frete: entenda o que muda para caminhoneiros e transportadoras!

Olá, irmãos e irmãs da estrada!

Aprovada pelo Senado Federal, a Medida Provisória nº 1.343/2026, carinhosamente chamada de MP do Frete, passou no limite do prazo para não perder a validade.

Agora, o texto que promete dar um novo rumo para a nossa categoria segue direto para a sanção presidencial, trazendo mudanças profundas na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Mais do que uma simples votação no Congresso, essa decisão mexe diretamente com o bolso, com a fiscalização e com o dia a dia de quem cruza o país de ponta a ponta.

Afinal, rodar cobrando frete abaixo do que é justo é uma realidade que todo caminhoneiro quer deixar no passado.

Neste artigo, você vai entender quais são os principais impactos práticos dessa nova lei e o que muda na sua rotina a partir de agora.

Por que a aprovação da MP do Frete é tão importante?

À primeira vista, muita gente acredita que a tabela de frete mínimo é apenas uma referência de preço. Mas o verdadeiro desafio da categoria sempre foi a falta de fiscalização e a concorrência desleal de quem aceita valores muito baixos para não voltar vazio.

Dependendo de como a fiscalização é feita, o motorista autônomo acaba ficando na mão de intermediários que não respeitam a lei.

Além disso, com a integração de sistemas eletrônicos que a MP propõe e a regulamentação que agora fica sob a responsabilidade da ANTT, o cerco vai fechar para quem tenta burlar o piso mínimo, garantindo que o valor justo chegue de verdade à cabine do caminhão.

O que muda na prática? As principais novidades em detalhes

  • Integração Digital Obrigatória: A partir de agora, o sistema de emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) e de outros documentos fiscais eletrônicos será integrado diretamente ao monitoramento da ANTT.

  • Fiscalização Sem Furos: Essa integração eletrônica permitirá que a ANTT identifique, de forma automática e em tempo real, se o frete contratado está abaixo do piso mínimo estipulado por lei.

  • Fim do Frete Clandestino: A expectativa do setor é que, com o cerco eletrônico fechado, acabe a concorrência desleal de empresas que contratam fretes subfaturados.
  • Punição para Quem Paga Menos: Empresas e embarcadores que insistirem em descumprir a tabela mínima enfrentarão multas pesadas e podem ter o RNTRC suspenso.

  • Perdão de Multas Antigas (Anistia): O projeto aprovado converte em advertência as multas por excesso de peso por eixo e infrações de frete mínimo geradas até a publicação da lei, limpando o nome de muitos motoristas.

  • Novas Regras para Balança: A tolerância na pesagem e a aferição do peso por eixo foram flexibilizadas (com limite de até 74 toneladas), evitando multas injustas por deslocamento de carga na estrada.

  • Prazo para Adaptação: A ANTT terá até 180 dias para regulamentar a nova fiscalização integrada, e as empresas terão um prazo mínimo de 60 dias para se adequarem às novas tecnologias.

Com a recente aprovação no Senado, o texto agora entra na reta final: ele segue para a sanção do Presidente e, logo em seguida, para a regulamentação detalhada da ANTT.

Vale lembrar, parceiro, que essa história não começou hoje! Essa MP foi apresentada lá em março de 2026 e, desde então, o Brasil Caminhoneiro vem acompanhando de perto cada capítulo dessa jornada.

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