Calor e ‘reta gigante’ prometem aumentar desgaste em Goiânia

Mais uma vez o calor deve ser protagonista em uma etapa da Fórmula Truck na temporada 2012. A próxima corrida, que acontece neste domingo, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, promete não apenas ser uma disputa aquecida, com 31 graus no clima da capital de Goiás, mas também que exigirá muito dos motores e freios dos caminhões. Isso tudo culpa da reta dos boxes no autódromo goiano.

Este trecho da pista é um dos mais extensos entre todas as que compõem o calendário da Fórmula Truck. “Pelo desenho da pista, Goiânia é um dos autódromos em que os pilotos mantêm aceleração plena por mais tempo”, observa Wellington Cirino, vencedor da etapa goiana em 2005 e 2011 e que, com a vitória de três semanas atrás em Caruaru, está em terceiro lugar no campeonato – tem 38 pontos, pouco menos que a metade do total do líder Beto Monteiro.

O piloto paranaense da Mercedes-Benz mantém para a etapa goiana a mesma meta com que foi a Pernambuco no início de maio. “Meu pensamento é terminar a corrida entre os três primeiros para me recuperar no Campeonato Brasileiro. Tivemos um começo de ano difícil, com problemas no Velopark e no Rio, a vitória em Caruaru recolocou a gente na briga. O foco é terminar a prova e conseguir a recuperação”, insiste o tetracampeão brasileiro.

A alta exigência dos motores será uma dificuldade comum a todos na etapa goiana, segundo o pernambucano Beto Monteiro, da Scuderia Iveco. Ele é líder do campeonato, com duas vitórias e um terceiro lugar. “E esse é um dos pontos em que a gente deve ter dificuldade, mas uma dificuldade prevista”, diz o piloto. “Ainda falta um pouco de velocidade final ao nosso caminhão. A reta aqui é muito grande. Se aumenta a reta, aumenta a dificuldade”, explica.

Monteiro venceu em Goiânia em 2004, com um Ford. Ele identifica os adversários que vê em boa condição. “Quanto a motor, a Mercedes-Benz está numa posição confortável, um passo à frente dos outros. O Roberval (Andrade) também vem forte com o Scania. E os Volkswagen vão dar muito trabalho, os caminhões deles são muito competitivos. A nossa vantagem é ter um caminhão bem resistente, porque essa é uma corrida muito desgastante”, avalia.

Andrade reconhece que Goiânia tem uma das pistas onde costuma ter um bom ritmo. Bicampeão brasileiro em 2004 e 2010, o paulista da Ticket Car Corinthians Motorsport foi vencedor da etapa goiana em, 2001, 2002 e 2008. “No ano passado eu estava liderando com boa folga, tinha dominado os treinos livres e feito a pole, mas aí quando tive problemas com o caminhão e perdi meu ritmo”, recorda o piloto, que terminou a corrida de um ano atrás em nono lugar.

A previsão de calor no dia da corrida é vista por Andrade como um dos maiores desafios aos pilotos nos 60 minutos de prova. “Essa corrida desgasta bastante os freios e o motor, a gente chega ao fim da corrida praticamente sem freios”, conta. “O Cirino, sem dúvida, é o cara a ser batido no fim de semana, e os Volkswagen também devem andar bem. No meu caso, minha palavra para esta etapa é empolgação. Estou empolgado”, avisa.

Foto: Orlei Silva