De volta ao palco da pole, Boessio acredita em reação na Fórmula Truck

O início de temporada de Régis Boessio na Fórmula Truck foi marcado por resultados tão positivos que surpreenderam até o próprio piloto gaúcho. Frequentando o pódio nas três primeiras corridas do ano, fase em que obteve inclusive sua primeira vitória na categoria, esteve na liderança do Campeonato Sul-Americano e chegou a ficar a um ponto do primeiro colocado no Brasileiro, firmando-se como um dos principais favoritos aos títulos.

A fase de bons resultados, contudo, durou apenas essas três etapas. A sucessão de contratempos mecânicos e decorrentes de incidentes em pista fez com que o piloto da ABF Desenvolvimento Team, após sete das dez provas do calendário da Fórmula Truck, ocupe a sexta posição na tabela do Brasileiro. No Sul-Americano, já encerrado, ele fechou a temporada de 2013 em quinto, com 43 pontos, 29 a menos que o campeão Beto Monteiro, da Scuderia Iveco.

A situação desfavorável não diminui a motivação de Boessio, que aposta na chance de reação nas três etapas finais do Campeonato Brasileiro. A oitava será disputada no dia 13 de outubro no Autódromo Internacional Nelson Luiz Barro, em Guaporé (RS), pista onde disputou dezenas de corridas no início de sua carreira nas pistas. Foi em Guaporé, em 2012, que o gaúcho conquistou a primeira pole-position na Truck, para terminar a corrida em segundo.

“É o cenário perfeito para começar a reagir”, observa o piloto. “Quando o campeonato começou, minha meta era terminar o ano entre os três primeiros e isso é plenamente possível, mesmo com todos os problemas que eu enfrentei nas quatro últimas corridas”, acrescenta. Ele tem 71 pontos, 33 a menos que o líder Monteiro. “Temos 96 pontos em jogo e tudo é possível neste campeonato. Estamos trabalhando, ainda, para disputar o título”, ele avisa.

Boessio marcou seus últimos pontos na quarta etapa, em Goiânia, onde foi 13º. “Tive uma falha eletrônica no pedal do acelerador, a três voltas do fim”, lembra. “Em São Paulo, escapou a mangueira de diesel. Em Cascavel, dois pilotos saíram da pista e no incidente algumas pedras foram parar na tomada de ar, danificando o meu turbocompressor. Em Córdoba, a bomba do hidráulico quebrou antes da largada e o turbo se soltou do coletor”, resume.

O piloto gaúcho atribui a sequência de problemas a “casualidade”. “Nós não temos como julgar diretamente um único fator, mas sim acontecimentos inusitados, isolados, dessas coisas inexplicáveis que acabam acontecendo em corridas”, diz. “Os bons resultados estão perto. O caminhão está muito rápido e a chance de repetir a pole do ano passado em Guaporé é grande. Com o apoio da torcida, que sempre está ao meu lado, a reação vai começar”, espera.