Fogaça vê ‘reconstrução da equipe’ como saldo positivo de 2013 na F-Truck

A volta às pistas do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck foi o modo com que Djalma Fogaça celebrou, em 2013, seu 50º aniversário. Depois de se ater por três temporadas ao comando da equipe 72 Sports/Ford Racing Trucks, o paulista reassumiu a pilotagem do Ford número 72 e define como objetivo a conquista de um lugar entre os dez primeiros na tabela de pontos. A décima e última etapa será disputada no dia 8 de dezembro, em Brasília (DF).

Fogaça ocupa o 12º lugar na tabela de classificação. Está a dois pontos do goiano Leandro Reis, da Original Reis Competições, oitavo colocado. “Eu continuo rápido, hoje não vejo ninguém na minha idade andando mais rápido que eu em qualquer categoria do Brasil”, orgulha-se o piloto de Sorocaba. “Mas tenho cometido erros que, antes de eu parar, seriam praticamente impossíveis. Voltei a correr com a mesma competitividade de três anos antes”, aponta.

Djalma Fogaça encontra dificuldade para avaliar o ano de seu retorno às pistas. “Isso é uma coisa que tem de ser colocada na balança, e ainda não fiz isso. Ganhei muitos fãs com a interatividade de hoje em dia nas redes sociais, e isso foi importante, mas cometo erros que não cometia. Se estivesse o Danilo Dirani no meu Truck nós estaríamos disputando o título, sem dúvida nenhuma”, afirma, citando o piloto que defendeu a equipe de 2010 a 2012.

Um dos pontos cruciais da temporada foi o que Fogaça define como “a reconstrução da equipe”. “Isso não aconteceria comigo do lado de fora. Não foi fácil transformar, fazer os funcionários que tinham trabalhado conosco no ano passado acreditarem que seríamos capazes de fazer tudo bem feito e reverter a situação vexatória”, avalia. “Eu faço isso com paixão. São mais de 30 anos, e minha paixão por corridas aumenta com o passar dos anos”.

A equipe apresentou aspectos positivos na área técnica. “Penso que o nosso maior trunfo seja a eletrônica nova da Bosch. O gerenciamento do motor sem dúvidas é outro. Meu Truck não teve um único motor quebrado durante o ano tudo. Fiquei fora de algumas voltas na corrida da Argentina por conta de uma válvula do freio. Meu Truck é, disparado, o que teve mais quilometragem e voltas completadas no campeonato”, faz questão de frisar.

A participação das 72 Sports/Ford Racing Trucks em 2013 foi marcada pela estreia do mato-grossense Raijan Mascarello. “O Raijan talvez seja o cara que mais me surpreendeu como piloto em todo o tempo que tenho em corridas, e são mais de 30 anos. Ele é muito veloz, e quando souber dosar esse ímpeto, principalmente nas corridas, com um Truck bom, vai andar na frente. Com um Truck um pouco melhor que bom, ele vai vencer”, aposta.

O líder do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck é o pernambucano Beto Monteiro, da Scuderia Iveco, com 135 pontos. Campeão em 2004 com um dos caminhões Ford da equipe chefiada por Fogaça, ele tem vantagem de 16 pontos sobre o gaúcho Régis Boessio, da ABF Desenvolvimento Team, o vice-líder. O paranaense Leandro Totti e o paulista Felipe Giaffone, ambos da RM Competições/MAN, têm 116 e 114 e também lutam pelo título.

“O Beto é experiente, foi campeão em nossa equipe e está com uma boa margem de pontos. Eu aposto nele para o título. Outro por quem torço muito é o Régis, um piloto batalhador e inteligentíssimo, e que também foi formado aqui na DF Motorsport. Minha torcida a esses dois é declarada”, assume Fogaça. “O Totti e o Giaffone são pilotos fantásticos e, a essa altura do campeonato, estão com caminhões melhores. Isso pode fazer a diferença”, acrescenta.

Foto: Orlei Silva