Totti frisa espírito de equipe da ABF Racing Team na conquista do título da Truck

“Foi perfeito”. Assim, com poucas palavras, Leandro Totti definiu sua nona temporada completa no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Aos 35 anos, o piloto paranaense conquistou o título com antecipação de uma etapa, com a vitória no GP Crystal. Sua atuação na corrida do último domingo (11) no Autódromo Internacional de Curitiba foi enaltecida inclusive pelos adversários – Totti, nono no grid, largou dos boxes, depois de todos os demais.

“Nós começamos mal no campeonato, com algumas quebras, a equipe fez um trabalho fantástico e recuperou o atraso da melhor forma. Esse primeiro lugar, na corrida e do campeonato, é da equipe toda”, fez questão de atribuir o piloto da ABF Racing Team, que venceu cinco das nove corridas já disputadas em 2012 pilotando o Mercedes-Benz número 73. “A equipe é bem unida, eles conseguem me dar muita tranquilidade nos momentos difíceis”, falou.

A confiabilidade do equipamento foi a chave para o título, segundo o piloto da cidade de Londrina. “Em todas as corridas eles falavam que eu podia acelerar, que o caminhão resistiria bem, que iria aguentar. Foi isso mesmo que aconteceu. Estou feliz da vida, sobretudo porque muita gente faz parte desse título. É gente que me apoiou quando eu comecei minha carreira, e gente que continua me apoiando até hoje. Isso emociona”, admitiu.

O resultado do trabalho em equipe também é ressaltado pelo argentino Matias Ciola, 37 anos, chefe geral da ABF Racing Team. “O nível do piloto é top, o conjunto da equipe é top, tudo isso faz da nossa equipe uma equipe top. Todo mundo sabe bem seu devido lugar na equipe, isso permite que a equipe funcione como um conjunto de engrenagens”, compara. “Se uma engrenagem não funcionar, as demais também não vão funcionar”.

Ciola, que chegou à Fórmula Truck em 2009, integrando a equipe de seu compatriota Gastón Mazzacane, admite que só assumiu a chance real de conquista do título de 2012 a partir da quinta corrida, disputada em São Paulo. “Nós tínhamos um caminhão rápido, mas que quebrava. A partir do momento em que novos patrocinadores surgiram, pudemos reinvestir esses valores no desenvolvimento e os resultados começaram a aparecer”, conta.

(LT)

Foto: Orlei Silva